Revista INFAD de Psicología:  ISSN: 0214-987
2014 (IJODAEP) Nº2, Vol. 1, pp. 87 doi:http://dx.doi.org/10.17060/ijodaep/2014/n2.v1.010

 

Revista INFAD 2014

DEPRESSÃO NO IDOSO INSTITUCIONALIZADO: A REALIDADE NO CONCELHO DE BELMONTE

Ana Lucas1,
Ekaterina Vinogradova1,
Celina Rosa1,2

1 Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados de Belmonte
2 Faculdade de Ciências da Saúde, Universidade da Beira Interior
Urbanização Pinhal do Carrola, 6250-072 Belmonte
acatarina.lucas@gmail.com
+351 964498937

 

Fecha de recepción: 14/10/2014
Fecha de aceptación: 23/10/2014
Fecha de publicación: 05/11/2014

Depression is a major health problem in the elderly because aging can predispose to depressive symptoms. It is not often diagnosed because it is wrongly regarded as an integral part of the aging process. This study aimed to determine the prevalence of depression in the institutionalized older adults living in the retirement homes of Belmonte, to check the diagnosis code and to verify if the antidepressant treatment is complied. It is an observational, cross-sectional and descriptive study, done with the application of Geriatric Depression Scale by direct interview with the residents ≥65 years without cognitive impairment, assessed by the GlobalDeteriorationScale of Reisberg, carried out between July and August 2014. A descriptive analysis was performed. Of the 165 institutionalized residents 27 (16.4%) met the inclusion criteria, with a mean age of 81 years, 52% were female. The prevalence of depression was 59.3%, out of which 56.3% are females. The diagnosis was encoded in 31.3% of the cases and 62.5% were taking antidepressant drugs. Many of the institutionalized elderly people show signs of cognitive impairment. The prevalence of depression was similar to that observed in other studies. There is a significant proportion of residents who, although medicated, exhibit depression criteria.

Keywords: depression, elderly, institucionalization


A depressão constitui um problema de saúde importante no idoso pois o envelhecimento pode predispor ao aparecimento de sintomas depressivos. Não é frequentemente detetada por ser considerada, erradamente, como parte integrante do processo de envelhecimento.

Uma vez que a institucionalização pode aumentar o número de idosos deprimidos, este estudo teve como objetivos determinar a prevalência de depressão em idosos institucionalizados nas três instituições do concelho de Belmonte, verificar a codificação do diagnóstico e se cumpriam tratamento antidepressivo.

Estudo observacional, transversal e descritivo. Aplicação da Geriatric Depression Scale por entrevista direta aos utentes institucionalizados com ≥65 anos, sem défice cognitivo avaliado pela Escala de Deterioração Global de Reisberg, entre Julho e Agosto de 2014. Realização de análise descritiva.

Dos 165 idosos institucionalizados 27 (16.4%) cumpriam critérios de inclusão, com idade média de 81 anos, 52% do sexo feminino. A prevalência de depressão foi 59,3%, 56,3% no sexo feminino. Nos utentes que apresentaram depressão, o diagnóstico estava codificado em 31,3%, e 62,5% estavam medicados com antidepressivos.

Muitos idosos institucionalizados apresentam sinais de défice cognitivo. A prevalência de depressão foi semelhante à encontrada noutros estudos. Existe uma percentagem importante de utentes que, apesar de medicados, apresentam critérios de depressão.

Palavras-chave: depressão, idoso, institucionalização

Citación:

Lucas, Ana; Vinogradova, Ekaterina y Rosa, Celina. «Depressão no idoso institucionalizado: a realidade no concelho de Belmonte». International Journal of Developmental and Educational Psychology. N.o2, Volumen 1,(5 de noviembre de 2014): 10. http://dx.doi.org/10.17060/ijodaep/2014.n2.v1.010

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