A autodeterminação de jovens e adultos com deficiência intelectual no rio grande do Sul - Brasil

Elisiane Perufo Alles, Iasmin Zanchi Boueri

Resumen


Durante décadas tem sido dada ênfase em investigar ensino de habilidades de vida diária buscando ampliar a independência e participação de indivíduos com deficiência na sociedade. No entanto verifica-se a importância de possibilitar aprendizagens de habilidades complexas que auxiliem na inserção social e no mercado de trabalho, ou seja oportunizando a transição para a vida adulta. O objetivo geral deste estudo consistiu em avaliar a intensidade de suporte de habilidades de autodeterminação para jovens e adultos com deficiência intelectual no Rio Grande do Sul - Brasil. Participaram do estudo 66 jovens e adultos com diagnóstico de deficiência intelectual com idade entre 15 e 58 anos. Foi aplicada a Escala de Intensidade de Apoio que visa avaliar a intensidade de suporte necessária para realização de comportamentos adaptativos. A escala está dividida em três seções, sendo a primeira composta por seis partes, a saber: Atividades da vida doméstica; vida comunitária; de aprendizagem ao longo da vida; de emprego; de saúde e segurança, e sociais. A seção dois apresenta habilidades de proteção e defesa e a seção três abrange às necessidades específicas de apoio médico (3A) e comportamental (3B). Para a coleta dos dados foi aplicado o instrumento com o jovem com deficiência juntamente com o responsável ou o profissional que o conhecesse há mais de 3 meses. Para este estudo foram analisados e discutidos os dados sobre autodeterminação. Os resultados demonstraram que 39 indivíduos frequentaram apenas a escola especial; 15 com escolaridade do primeiro ciclo; 11 sujeitos com escolaridade do segundo ciclo e um não informou. O tempo de permanência desses indivíduos nas instituições compreende-se de 1 a 24 anos, sendo possível elencar que os que permanecem mais tempo são os indivíduos com maior comprometimento cognitivo. Sobre o mercado de trabalho apenas três participantes declararam ter participado de oficina protegida, trabalho voluntário. Com relação aos dados da seção dois os participantes obtiveram resultados que demonstraram uma média de 74% de necessidade de apoio  para realização de atividades de autodeterminação, a mediana foi 76% , já a moda calculada foi a porcentagem de 97% indicando que grande parte dos participantes apresenta índices altos de apoio. Tem-se como hipótese que os jovens que apresentam altos índices de necessidade de apoio podem ter menor índice de qualidade de vida. Logo, ao trabalhar com áreas de aprendizagens complexas poderia ser proporcionada a esta população aumento de qualidade de vida e desenvolvimento de seu pleno potencial.


Palabras clave


escala de intensidade de suporte; comportamento adaptativo; autodeterminação; deficiência intelectual; educação especial

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DOI: https://doi.org/10.17060/ijodaep.2019.n1.v2.1461 Statistics: Resumen : 251 views. PDF (Português (Brasil)) : 117 views.  

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